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9 de novembro de 2016

Traficantes do Tabajaras são acusados de matar mototaxista e sumir com seu corpo


Sete traficante da Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, Zona Sul do Rio, são acusados de matar o mototaxista Francisco Mardoque Camilo Ximenes, em novembro do ano passado, e sumir com seu corpo. Os criminosos foram investigados pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) e indiciados por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e com recurso que impossibilita defesa da vítima) e por destruição, subtração ou ocultação de cadáver. Eles já foram denunciados pelo Ministério Público estadual.
De acordo com as investigações da especializada, Francisco foi assassinado porque se envolveu numa briga com Ruan Daniel Pereira da Silva, primo do traficante Ronaldo Pinto Lima e Silva, o Ronaldinho Tabajara, em março do ano passado. Na ocasião, o mototaxista enfiou um pedaço de garrafa quebrada na barriga do jovem, e acabou preso por tentativa de homicídio. Em setembro, ele foi solto e dois meses depois, morto. Ruan e Ronaldinho são acusados pelo crime.
Ainda de acordo com o inquérito da DDPA, parentes de Francisco chegaram a ser expulsos do Tabajaras por traficantes, mas como não tinham para onde ir, continuaram na comunidade. Um dos criminosos disse à esposa da vítima que a ordem para que saíssem do morro era de Ronaldinho Tabajara.
No dia de seu desaparecimento, a vítima estava num bar, quando um traficante o abordou e pediu que ele fosse até o alto da comunidade para negociar se poderia voltar a circular como mototaxista. Ele teria, então, sido morto a tiros pelos criminosos, que depois sumiram com seu corpo. A ordem para o crime, segundo a polícia, também partiu do chefe do morro.

Além de Ruan e Ronaldinho, que estão presos, são acusados pelo crime Rodrigo Silva Ventura dos Santos, Sem Canela, Antonio Auricelio Gomes de Carvalho, Auri Mete Bala, Wilian do Amaral Gomes, Marmitão, William de Souza Santos, Papel e Thiago Veras Matos, Carreirinha. Os últimos cinco estão foragidos. Quem tiver informações sobre eles pode ligar para o Disque-Denúncia nos telefones 21 2253-1177 ou 21 96802-1650 (WhatsApp).

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