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16 de novembro de 2016

“MEU DEUS, O QUE FOI QUE EU FIZ ?”, AFIRMA ACUSADO DE ESTUPRAR JOVEM DE 18 ANOS EM MOSSORÓ “

estuprador
“Meu Deus, o que foi que eu fiz?”. O questionamento é do servente de pedreiro Francisco José da Luz, 40 anos, morador da comunidade Riacho Grande, zona rural de Mossoró. Ele foi autuado em flagrante por assalto seguido de estupro, crime ocorrido na noite da ultima sexta-feira, 11, em uma estrada carroçável nas proximidades do condomínio Quintas do Lago, entre os Abolições III e IV.
Francisco da Luz conversou com a imprensa na sede da Delegacia de Plantão na tarde deste sábado. Ele afirma que não lembra de absolutamente nada que aconteceu, pois estava embriagado.
“O meu sentimento agora é uma culpa tão grande, arrependimento de ter pelo menos bebido, porque eu ainda ia trabalhar hoje de manhã. Me arrependi de não ter seguido o conselho do menino que trabalha comigo, que pediu para eu não vir para Mossoró. Se eu tivesse seguido, iria trabalhar o dia todo hoje de novo”, afirmou o acusado.
Segundo relato do próprio Francisco da Luz, primeiro ele foi a um “cabaré”, onde bebeu cerca de oito doses de rum. Ele diz que dentro do copo o líquido estava “borbulhando”, o que, acredita o acusado, seja reflexo de algo que possam ter colocado em sua bebida. Depois ele ainda bebeu cerveja. “Estava fora de si, daí eu não me lembro”, comenta, ao ser questionado sobre a abordagem à jovem. “Nossa, estou arrependido demais. Não sei como um cara trabalhador como eu, que arranca toco, faz de tudo, tô numa situação dessa”, complementou.
Como o crime ocorreu
Conforme relatou a vítima à Delegacia de Plantão, ela tinha saída de casa para fazer um lanche, quando na volta foi abordada por Francisco da Luz e levada, de moto, para uma estrada carroçável, onde aconteceu o ato. “Na narração da vítima, ele procurou o celular, por não ter achado de imediato ele meio que por ‘vingança’ resolveu estuprá-la”, disse Evandro Luís, informando que a ficha de Francisco Luís ainda está sendo levantada.
Questionado sobre o que diria para a família da vítima, o acusado respondeu que pediria desculpas. “Meu Deus, o que foi que eu fiz? Muita desculpa, Nossa eu fiz isso? Sou trabalhador, minha mão está aqui cheia de calo, trabalho de servente, não foi eu, não estou acreditando ainda”, concluiu.

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