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17 de novembro de 2016

Luto imposto por criminosos fecha escolas e comércio em São Gonçalo/RJ

Escola na principal rua do bairro fechou e pôs aviso de falecimento no portão
Escola na principal rua do bairro fechou e pôs aviso de falecimento no portão 
Milhares de alunos da rede pública em Santa Luzia, São Gonçalo, foram surpreendidos ontem pela suspensão das aulas na volta do feriado. Quatro escolas não funcionaram, em obediência ao luto imposto pelo tráfico depois da morte de um homem em confronto com a polícia. Na porta de uma, um aviso: “Fechado por motivo de falecimento”. O comércio local também ficou fechado.
As salas de aulas ficaram vazias no Colégio Estadual Dom Antônio de Almeida Moraes Junior, no Ciep 238 Doutor Ilton Faria da Costa, na Escola Municipal Anísio Spínola Teixeira e no CIEP 051 Anita Garibaldi, este já no vizinho Jardim Catarina.
Segundo a Secretaria municipal de Educação de São Gonçalo, as aulas foram canceladas para garantir a segurança dos alunos. A previsão é de funcionamento normal, na quinta, pelo menos nas unidades municipais. A secretaria estadual se limitou a garantir que as aulas serão repostas.
— É a lei da violência. Mandaram fechar tudo. Eles chegam de moto e só mandam fechar, nem explicam. A gente é que sabe que morreu alguém — comenta um servidor que não quis ser identificado.

O policiamento foi reforçado no bairro, durante a tarde. Ainda assim, poucas lojas abriram.
— Isso é uma demonstração de força frequente. Faz a população ver quem manda aqui, e não é o estado — comentou um morador, identificado apenas como João.
Rastro de sangue
Na terça-feira, policiais militares do 7º BPM (Alcântara) realizaram incursão na localidade conhecida como Cano Furado, entre Santa Luzia e Guaxindiba. De acordo com os PMs, dois homens que estavam numa motocicleta fugiram quando viram a viatura se aproximando. Os dois atiraram na direção da equipe policial, que revidou. No confronto, um dos fugitivos foi baleado, mas a dupla conseguiu despistar os agentes.
Como o ferido perdia muito sangue, os policiais seguiram as marcas deixadas pelas ruas e calçadas. Elas levavam até uma casa de vila, onde estava Marlon Marins de Lima, de 24 anos, ferido. Ele morreu no Hospital Estadual Alberto Torres.
Ainda segundo os policiais, Marlon deixou cair, na fuga, uma mochila com 735 tabletes de maconha e um carregador de pistola. O caso foi registrado na 74ª DP (Alcântara).

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