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26 de outubro de 2016

Criança de dois anos teve infecção generalizada após estupro, diz perito

Criança chegou a ser atendida no Hospital Dirceu Arcoverde

Os exames realizados na criança de dois anos de idade natural de Ilha Grande, Litoral do Piauí, vítima de violência sexual, apontaram que parte do ânus estava necrosado. O menino, que morreu na sexta-feira (21), sofreu infecção generalizada e foram encontrados espermatozoides em seu corpo.

A perícia foi realizada pelo Instituto de Criminalística de Parnaíba. De acordo com o perito Péricles Avelino, a violência sexual ocorria com frequência. “Houve, de fato o estupro, comprovado na região anal e com a presença de espermatozoides no corpo da vítima. As lesões mostravam que a violência sexual era recorrente e que gerou infecção generalizada”, destacou.

O principal suspeito, de acordo com a polícia, é o pai da criança, de 50 anos. Os exames irão mostrar se o espermatozoide encontrado era mesmo do pai do menino. A mãe da vítima chegou a negar que a violência sexual acontecia no ambiente familiar.

O caso veio à tona somente após a criança morrer. O perito Péricles Avelino confirmou que foram, pelo menos, quatro entradas no Hospital Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba. “Foi algo bárbaro. Tivemos acesso aos prontuários médicos e eles revelaram que desde o dia 19 de outubro, a criança se queixava de fortes dores, tinha dificuldade de andar e muitos ferimentos”, disse o perito.

Segundo uma das enfermeiras do setor de pediatria do HEDA, tiveram outras entradas do menor ao pronto-socorro. Ela preferiu não se identificar, mas garantiu ao PORTAL que a criança se queixava de dores e apresentava feridas na boca e no ânus, e que, a princípio, os médicos suspeitaram de toxoplasmose.

Ainda, segundo a enfermeira, somente na última entrada da criança ao hospital, na sexta-feira (21), após exames, foi confirmada a violência sexual, ao ser identificada uma laceração no ânus da vítima.

Conselho Tutelar denuncia 

De acordo com a conselheira tutelar de Ilha Grande, Damiana Lima, a criança havia sido atendida na unidade pelo menos quatro vezes, mas somente quando o menino veio a óbito, o conselho foi informado.

“Nunca fomos notificados pelo hospital nem pela família da criança. Estamos até agora esperando um parecer do hospital Dirceu Arcoverde. Como conselheiros vamos fazer uma triagem com a família para entender a situação mais ao pé da letra. Ficamos surpresos com o caso e estamos buscando explicações. Estamos esperando um parecer da unidade de saúde”, disse.

A direção do Instituto Médico Legal de Parnaíba deve prestar mais informações até o final desta semana para dar mais detalhes sobre o caso.

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